Assessoria de imprensa de lá, para cá

Quando identifiquei que o jornalismo seria minha profissão, não demorou muito para que a assessoria de imprensa se tornasse a opção de atuação. O ambiente empresarial me encanta e, desde então… (essa constatação sempre causa espanto), já se passaram 18 anos! Como a tecnologia anda cada vez mais com o pé no acelerador, há de se pensar quantas mudanças ocorreram na profissão e em seus processos, de lá para cá.

Já no meu primeiro emprego, logo entendi que ganhar a confiança do jornalista nas redações seria fundamental para ter sucesso naquele cargo. No início dos anos 2000 as redes sociais nem existiam. Imagine a vida de um assessor sem WhatsApp ou Facebook. E pasmem! Muitos relacionamentos se construíam pessoalmente. Naquela época em que a gente ainda conversava com alguma frequência olho no olho e se sentava para um café!

Em uma dessas ocasiões me lembro de ter sido apresentada, por diretores da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto, ao Juracy Lopes de Camargo, à época, diretor do jornal A Cidade, que ficava a poucos metros do meu trabalho. Munida de um disquete (será que preciso explicar a função deste objeto para as novas gerações?) e de uma cópia impressa do press release, sentamos para um café e para falar um pouco sobre determinada pauta.

Outra recordação deste tempo jurássico era enviar, por fax, os releases para a maioria das redações (cito aqui mais uma peça de museu). Não posso esquecer de incluir neste contexto que era preciso conhecer o mailing mais extenso das redações, composto pelo nome de dezenas de jornalistas, na época em que havia chefes específicos para cada editoria. Realmente os tempos eram outros e o timing do trabalho diferente do atual.

De lá pra cá, muuuuita coisa mudou. Os recursos tecnológicos se ampliaram e imprimiram eficiência e rapidez no contato entre profissionais de comunicação e jornalistas. O número de veículos e a quantidade de profissionais nas redações caíram drasticamente. Mas comunicação será sempre comunicação. Um texto claro e objetivo ainda representa a base de um bom trabalho de assessoria de imprensa. Bom senso é outro ingrediente fundamental e ganhou ainda mais importância, já que o tempo do jornalista na redação tornou-se cada vez mais escasso.

É aí que entra a importância da estratégia. E esta palavra, na Conceito, tem um papel de destaque. O trabalho com cada cliente exige um planejamento detalhado. O foco se volta para o que realmente seja relevante. Assim, antes do contato com os jornalistas para divulgação de uma pauta, a equipe não mede esforços em reunir, conciliar e formatar – num texto, telefonema, e-mail ou whatsapp – uma notícia que vale a pena, o timing adequado, o perfil do veículo, o interesse do jornalista e o do cliente. Fácil? Muito pelo contrário! E esta é nossa missão diária.

Letícia Tozetti / Jornalista

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