Marketing de Conteúdo: nem tudo é sobre você

Ninguém consegue manter por muito tempo uma conversa com conteúdo desinteressante. Especialmente quando o assunto nunca é você, somente o outro. Pode parecer um exemplo sem nexo, mas isso é marketing de conteúdo. Não é só sobre você, sua vida, o que faz (ou o que sua empresa pode oferecer enquanto produto ou serviço), mas sobre o que seus amigos (ou clientes) precisam. É conhecer a necessidade do outro e estabelecer um relacionamento compartilhando histórias.

Então pegue seu café e vamos trazer mais conteúdo para este bate-papo.

Marketing de Conteúdo é um dos três pilares do Inbound Marketing, junto com SEO e redes sociais. Por definição é o processo de criar, publicar e promover conteúdos personalizados para clientes a fim de formar e fidelizar um público, por meio da criação e compartilhamento de conteúdo relevante.

Porém, apesar de ser um conceito relativamente novo quando pensamos em ferramentas de comunicação, encontramos aplicações do marketing de conteúdo muito antes da era digital. Um dos cases mais significativos é a revista The Furrow da John Deere, líder no segmento de máquinas agrícolas. Agora também com versão digital, a primeira edição da revista foi publicada em 1895. No auge, em 1912, chegou a atingir mais de 4 milhões de consumidores.

Esqueçam os jornais institucionais ou internos, apenas com matérias como “Empresa X realiza treinamento” ou “Presidente Y é premiado em São Paulo”. Com uma linha editorial ousada, a revista prioriza pautas focadas na agricultura. Mais ainda, quem “faz” a agricultura. No blog da nova-iorquina Contently, empresa de tecnologia especializada em produção de conteúdo, encontrei uma postagem dedicada à The Furrow. Neste artigo há uma fala interessante do diretor de arte, Tom Sizemore, que resumidamente relata que até o assunto mais técnico tem um personagem por trás. Para quem quiser treinar o Inglês, o texto é esse: https://contently.com/strategist/2013/10/03/the-story-behind-the-furrow-2/

Uma das edições mais icônicas, dedicada aos trabalhadores rurais americanos, ilustra bem a fala de Tom Sizemore.

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“Trabalhador Guerrilheiro Nº 1 da América – o que ele faz…como ele faz…e porque” (tradução livre).

Imagem: Contenty.com

Esse exemplo elucida o objetivo do marketing de conteúdo: cativar o público e tornar a empresa autoridade no mercado em que está inserida. A decisão de compra virá naturalmente, já que ficou gravado na mente do consumidor que aquela empresa vai além de vender produtos ou serviços – ela sabe o que faz e conhece para quem faz. Esse é o verdadeiro diálogo.

Carla Valentim – relações públicas

 

 

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