Engajamento sob medida

Na carreira de comunicação corporativa não são poucas as situações em que nos envolvemos com considerável carga de emoção no trabalho e nos resultados obtidos. A tal ponto que vale refletir mais a fundo a respeito desse envolvimento sentimental com nossa atividade, tanto nas conquistas quanto nos momentos de maior perrengue.

Explico melhor: na área de assessoria de imprensa e relações públicas, apesar de o negócio, empresa, instituição ou pessoa que divulgamos literalmente não nos pertencerem, assim como os milhões de reais envolvidos no investimento em questão, muitas vezes nos vemos mais felizes que o próprio cliente quando o trabalho redunda numa matéria positiva num telejornal de abrangência nacional, ou no principal jornal de economia do país.

Por outro lado, não é incomum ficarmos mais tristes que o cliente quando uma matéria programada para uma emissora de TV ou revista de prestígio cai de última  hora gerando aquela frustação. Numa dessas ocasiões, quem havia nos contratado deu um tapinha nas costas e disse: “Não liga, isso de vez em quando acontece …”

Isto tudo para dizer que emoção é boa, sim … nos auxilia a trabalhar com mais afinco e entusiasmo, a seguir o nosso instinto e a ter mais tesão com aquilo que escolhemos para atuar na vida. Mas precisa de um limite. Alegria e tristeza são emoções normais quando alcançamos um objetivo ou perdemos uma boa oportunidade, no entanto não podem afetar nossa capacidade de discernimento.

O profissionalismo, acima de tudo, nos impõe a necessidade de sair do quadrado e analisar as coisas de forma mais fria e racional quando a situação assim o exige. Deu tudo certo conforme o planejado? Ótimo, comemore, mas não se deslumbre. As coisas andaram para trás trazendo dores de cabeça para você e o cliente? Paciência, não é o fim do mundo, aprenda as lições do episódio.

Temperança e um engajamento sob medida com o trabalho realizado são peças fundamentais para o sucesso. Vai nos ajudar a encontrar as soluções certas para os momentos mais imprevisíveis. Sabe aquela coletiva de imprensa em que havia 10 jornalistas confirmados e, na hora H, aparece apenas um, assim meio perdido e atrasado? Constrangedor, mas certamente você não irá deixar acontecer novamente … Na próxima, ou não se organiza a coletiva ou você se garante, por exemplo, com a presença de blogueiros e influenciadores digitais.

E naquela segunda-feira modorrenta em que nada ocorre e uma ligação inesperada de algum pauteiro, do principal jornal, redunda numa entrevista improvável e positiva com seu cliente com chamada de capa? Valorize, mas não irá se repetir toda semana. Esteja aberto às boas oportunidades, mas não dependa sempre delas ou cante vitória antes da semana ou do jogo terminar. Clientes costumam se cansar de assessorias muito ingênuas e inseguras, forçadas e desanimadas, ou exageradamente pessimistas ou otimistas.

Cabe a nós, profissionais de comunicação, celebrar algumas vezes e fazer autocrítica em outras, mas sempre prezando pela capacidade de aprender, analisar, criar e propor. Cada momento tem seu valor, mas é o conjunto deles que determinará seu êxito na profissão e no mercado.  Em suma, não se desespere, acredite na capacidade de racionalizar e executar, a cada dia e devidamente engajado, um trabalho que faça a diferença.

Gustavo Junqueira / Diretor da Conceito Comunicação e jornalista

PS: Imagens retiradas da internet após digitar “Engajamento” no Google e clicar em “Imagens”

Engajamento 1

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