Comunicação: a base para bons relacionamentos

Há uns 15 dias, depois de um longo dia de trabalho chuvoso e frio, fui até a Casa do Advogado para um bate-papo sobre uma prova de ciclismo no mínimo curiosa: a RAAM 2018 – Race Across America, prova de ultra resistência que atravessa 12 estados americanos, conta com variações de altitudes e totaliza pouco mais de 3 mil milhas (cerca de 5 mil km!). O convite, que poderia ter sido esquecido diante do clima nada favorável, proporcionou uma bela reflexão sobre comunicação e relacionamento.

Sim! Uma prova de ciclismo me fez refletir e muito sobre a importância da comunicação a todo o momento. O relato que ouvi da equipe Vencendo Desafios, formada por quatro ciclistas que se revezaram durante sete dias para completar os mais de 5 mil quilômetros de oeste a leste dos Estados Unidos, a única equipe brasileira a participar da prova. Para cumprir essa missão, contavam com o apoio de um staff de nove pessoas divididas em duas vans e um trailer.

4 + 9 = 13 em duas vans e um trailer. Treze homens juntos durante 24 horas fazendo TUDO em uma van e um trailer. Zero privacidade. 100% de estafa.

Fica impossível não pensar no esgotamento do corpo, da mente ao final dessa jornada. Claro, o começo de uma aventura é pura adrenalina, mas quando se chega ao final, é impraticável dizer que os “ânimos” não serão afetados. E é neste cenário que uma boa comunicação faz toda a diferença para que as relações sejam preservadas. Saber ouvir torna-se primordial para a comunicação.

A escolha das palavras e do momento corretos para falar pode decidir o futuro de uma relação, seja ela de amizade, amorosa, profissional. Situações de limite extremo transformam nossas essências e fragilidades mais evidentes, nos tornam muito mais humanos. E no mundo em que vivemos, a humanidade tem perdido espaço para Superman e Mulher Maravilha.

Mas se pensarmos e compreendermos que a maior parte de nossos conflitos com o outro pode ser solucionada com a forma como nos comunicamos, temos em nossas mãos a chave para relacionamentos leves e com muito respeito.

Ouvir o relato desses bravos me fez acreditar ainda mais que a prática da comunicação não-violenta (CNV)*, ou na tentativa de se praticar a comunicação inspirada nela. Marshall nos diz em seu livro que a CNV:

“…é baseada nos princípios da não-violência – o estado natural de compaixão quando a não-violência está presente no coração.”

CNV começa por assumir que somos todos compassivos por natureza e que estratégias violentas – se verbais ou físicas – são aprendidas, ensinadas e apoiadas pela cultura dominante.

CNV também assume que todos compartilham o mesmo, necessidades humanas básicas, e que cada uma de nossas ações são uma estratégia para atender a uma ou mais dessas necessidades.” (Fonte: https://www.cnvc.org/)

Assim, a CNV nos desafia (sim, desafia, pois não podemos nos esquecer da humanidade que existe dentro de cada um de nós) a ouvir e a falar sem julgamentos. Muitas vezes, não se trata de provar um ponto de vista, mas de acolher a fala do outro. Pois a comunicação deve superar o patamar do “acusatório” e se tornar mais eficaz, cumprindo sua função primeira: a de simplesmente COMUNICAR.

* Conceito desenvolvido pelo psicólogo Marshall Rosenberg para estimular a compaixão e a empatia por si próprio e pelo outro.

As fotos foram retiradas do instagram da equipe Vencendo Desafios – https://www.instagram.com/vencendodesafiosteambrazil/ 

Marcela Barbin – Relações Públicas

Mr Milan
Mr. Milan

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