A reflexão anual que traz esperança

Em todos os finais do ano é a mesma história. Avaliamos os nossos passos nos últimos 12 meses e planejamos metas para os próximos. Ao final de dezembro, completa-se um ciclo, e é da natureza humana fazer um balanço ao final dele.

Segundo o psicólogo e escritor americano Robert Wright, em um artigo escrito para a revista Time: “As leis que governam a felicidade não foram desenhadas para nosso bem-estar psicológico, mas para aumentar as chances de sobrevivência dos nossos genes a longo prazo”.

Com essa frase, podemos concluir que, ao final de cada ano, é uma necessidade humana “fecharmos” um período e reforçamos a alegria e a esperança para um próximo ciclo “melhor”.

Para isso, fazemos um balanço daquilo que havíamos imaginado alcançar nos últimos 12 meses e não conseguimos, e quais objetivos conseguimos atingir. É nesse balanço que surgem as angústias e frustrações, o desânimo e sensações de fracasso. Esses sintomas são normalmente recorrentes entre os meses de novembro e dezembro, em todos nós.

Além desses fatores, o clima natalino de alegria um tanto quanto exagerado e associado ao consumo distorce o verdadeiro sentido, em minha opinião, de agradecer a si mesmo. Ou a um Deus maior (independente de religião), as metas alcançadas, o trabalho realizado e a saúde, entre outras conquistas, e assim começar um novo ano, com planos reais e menos fantasiosos.

Tenho certeza que você que está lendo esse texto já deve ter pensado… “Que diferença faz a mudança o dia 31 de dezembro para o dia 1° de janeiro? Nenhuma”. Em dados físicos, realmente, não faz nenhuma diferença, mas o ritual imaginário que criamos para alimentar os novos sonhos e desejos, e a busca por uma vida mais feliz, sendo racional, determinam toda a diferença.

Viva o dia! Parece impossível não pensar no passado ou no futuro, mas é possível sim, na maior parte do nosso tempo.

Viva o momento presente! Esteja presente! Não acumule pensamentos maçantes como “eu não consegui alcançar as metas que eu queria ter alcançado”. Tudo bem, bola pra frente, você vai alcançar, desde que se concentre, planeje e se esforce para tal. A nossa felicidade é criada única e exclusivamente por nós. A maneira como vemos os nossos problemas e como os enfrentamos representam a chave do sucesso.

“A felicidade não é um prêmio e sim uma consequência. O sofrimento não é um castigo e sim um resultado.” Roberto Green Ingersoll, político americano.

Eduarda Manzoni  / Jornalista

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