Empatia também nos negócios

Nos últimos meses presenciamos algumas tragédias, como o rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho (MG); o incêndio no alojamento do Flamengo, que tirou a vida de dez jovens; e o acidente de helicóptero que matou o jornalista Ricardo Boechat e o piloto Ronaldo Quatrucci. Elas geraram tristeza e comoção, repercutidas pela imprensa e pelas mídias sociais junto a milhões de brasileiros.

Percebemos então um sentimento generalizado: a empatia, que tem um poder incrível. Para quem não sabe, empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, quando pensamos em uma situação. Ela nos ajuda a compreender melhor as alegrias, as dores alheias e a sentir o que as outras pessoas sentem, caso estivéssemos na mesma situação. Segundo o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a empatia é uma qualidade de caráter que pode mudar o mundo.

Li recentemente uma matéria na Revista Época que me chamou a atenção. Um dos palestrantes do South by Southwestm (SXSW), considerado um dos maiores festivais de inovação no mundo, ocorrido neste mês de março nos Estados Unidos, afirmou que a empatia é um recurso escasso, mas possível de exercitar.

No ramo empresarial, a empatia também está presente e pode sim gerar mais negócios. Sabe como? Se envolver com pessoas exige uma grande capacidade de se colocar no lugar do outro. E isso também tem a ver com marketing, pois você tem que entender para atender. Por isso, o conceito de empatia é cada vez mais válido e necessário nos negócios. Com o aumento da competição, o empresário precisa ter humildade e a capacidade de colocar-se no lugar do cliente que utiliza seu produto ou serviço.

Dessa forma, só a habilidade de empatia nos faz perceber que o modelo de negócio deve estar a serviço do cliente e não a serviço do empreendedor, o que garante a sobrevivência do negócio ao longo do tempo. O consumidor muda o tempo todo, ainda mais na era digital, na qual é bombardeado por informações, notícias e mensagens todos os dias. E a empresa também precisa se transformar para não ficar para trás.

Quem deixa os próprios problemas de lado para entender melhor os problemas do cliente ou colaboradores, caminha em busca da fidelidade. Na minha opinião, a capacidade de realmente se colocar no lugar do outro, seja ele um subordinado, um cliente ou até mesmo o chefe, é imprescindível para quem quiser se destacar no mercado de trabalho e na vida.

Juliana Caliento / Jornalista

empatia

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