Ano novo, tudo de novo

O ano de 2020 mal começou e a sensação de “ano novo vida nova” aos poucos vai caindo por terra. A expectativa do ano se iniciar de forma mais positiva vem aos poucos desaparecendo. Em apenas oito dias muita coisa negativa aconteceu no Brasil e no mundo, catástrofes e inúmeros motivos para nos preocupar, como incêndios, bombardeios e enchentes marcaram a temporada.

Junto com esses eventos naturais e políticos estamos vivendo uma época conturbada nas relações humanas. São conflitos de interesse, de intolerâncias e, principalmente, de muitos julgamentos. As mídias sociais empoderaram as pessoas a falar mais, a liberar a crítica sobre tudo e todos, a comentar sem filtro e a ofender desmedidamente, estremecendo amizades e relações.

Podemos dizer que algumas dessas interações possam ser construtivas, mas a maioria não. Gosto muito de ler os posts com as opiniões individuais, refletir sobre o que estão dizendo e decidir se concordo ou não. Mas me entristeço todas as vezes que leio os comentários e vejo como a pessoas estão ressentidas.

Como queremos um ano novo, vida nova, mudanças no cenário mundial, tolerância nas diferenças se não conseguimos respeitar a opinião do outro? Como podemos nos manifestar, seja qual for o lado ou o assunto, se não podemos ser ouvidos nas nossas verdades e diferenças? Aprendi que debater, questionar e argumentar são enriquecedores para todos, mas não agredir e impor.

Recebi uma mensagem recentemente escrita por Apolônio Carvalho, que dizia que “a paz se consegue na convivência com o amor mútuo, em uma atmosfera de fraternidade, onde reinam solidariedade, justiça, compreensão, aceitação, tolerância, diálogo, comunhão. Partindo da humildade alcançamos a paz.”. E eu acredito muito nisso.

Precisamos refletir mais sobre nossas atitudes e aprender a nos colocar mais no lugar do outro. Será que sempre o outro está errado? Errar é humano, todos erram. Relevar e perdoar são atitudes generosas e empáticas que também precisamos praticar com maior frequência nos dias de hoje.

Laura Ravagnani / Jornalista

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