TEM QUE “SER-TÃO”

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Escrever para este “bloguinho” (❤) é sempre um grande desafio e uma baita de uma responsabilidade. Como contei em meu último texto (clique aqui se você perdeu), este é um espaço em que me reencontro com a palavra do jeito mais leve e mais natural que existe, sem regras ou expectativas. Palavra que me acompanha desde a tenra infância, nas histórias contadas, nas músicas cantaroladas, nos textos rabiscados, nos livros compartilhados.

Vamos ao que interessa! Em 2020, a tecnologia, os dados, o big data, a inteligência artificial (I.A.) estão cada vez mais em pauta. Atender o telefone já causa uma dúvida forte se você está falando com um ser humano ou com uma voz de I.A.. Dá um frio na barriga pensar que Harari pode estar certo e que a I.A. tem potencial de destruir sociedades e o que de fato significa ser humano. Dá um frio na barriga e uma dor no coração ver Harari pressupor que a maior parte das pessoas pode vir a se tornar irrelevante.

Harari, definitivamente, não é uma leitura fácil para pessoas ansiosas como eu.

Mas no mar intenso da ansiedade, surgiu o Itaú, em dezembro, me proporcionando um pouco de calmaria. Com sua reflexão declamada por Matheus Nachtergaele, Itaú trouxe o robô mais incrível do momento, que tem sua lógica desafiada pela… humanidade que habita cada um de nós. A verdade é que, às vezes, a humanidade desafia a lógica. Apesar de todos os algoritmos que respondem sobre os padrões de nossas vidas, o Robô do Itaú nos traz ingredientes, no mínimo, emocionantes, resgatando a essência do ser humano e do sentir (e sim, eu chorei assistindo ao comercial).

É o que faz sentir que traz sentido à vida. É o que nos torna tão nós! É o que nos faz SER-TÃO, como cantam Luiza Porto e Vitor Rocha, no espetáculo brasileiro O Mágico de Ó. Produção nossa, de dois jovens (ela 28, ele 22) e que vai virar filme com direção de Pedro Vasconcellos, aquele de Hoje é Dia de Maria.

O Mágico de Ó é um delicioso musical, que conta um clássico em forma de cordel. Tão nosso. Me diga se tem algo mais nosso que o cordel? Eu ainda posso sentir a música, a cenografia, as lágrimas que transbordaram e o arrepio do corpo todo. Sensações que me invadiram e me inundaram, quando assisti ao musical em um teatro de bairro, que obviamente eu não me lembro o nome, em sua primeira temporada. Hoje, o musical mais nosso que eu já vivi, está em sua terceira temporada e roubou a cena nos palcos do SESC e do Teatro Folha. Sinto ainda a emoção, sem encontrar palavras para traduzi-la.

Assim como o Diretor de Marketing do Itaú, eu sigo acreditando que algumas coisas, somente nós, humanos, somos capazes de fazer. E não há robô nessa ou nas próximas décadas que me farão sentir as humanidades mais incríveis, como a emoção ao assistir a um musical, o orgulho de ver pessoas se ajudando…

Feliz 2020 para você, leitor, que me dá o prazer de compartilhar meus devaneios no Conceituando.blog

Que neste ano, você reencontre a humanidade que há em você a cada passo pela estrada de tijolos amarelos. Que se encante e se surpreenda a cada tijolinho do caminho. Que você tenha a oportunidade de andar e de se encontrar com esse SER TÃO humano, de Luiza e Vitor, e que descubra que “as coisas mais incríveis do mundo ainda são as mais humanas”**.

 

Marcela Barbin é relações públicas. Integrante do Clube dos Ansiosos de Plantão e uma pessoa que acredita, acima de tudo, no SER-TÃO HUMANO que há em cada um de nós.

Notas:

* O título desse texto é uma referência clara à uma das músicas do espetáculo O Mágico de Ó.

** Fala do Diretor de Marketing do Itaú.

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